O Ikea Está a Estudar a Possibilidade de Alugar Móveis

Esta é uma das ideias do diretor executivo Jesper Brodin para «transformar radicalmente» a marca. Por: Inês Aparício -- Imagens: © D. R.

Os hábitos dos consumidores estão a alterar-se, principalmente desde que as marcas começaram migrar para o mercado online. Para tentar acompanhar esta tendência, o Ikea está a analisar vários cenários. A possibilidade de, além de comprar, poder alugar os móveis é uma das alternativas que está em cima da mesa, revelou recente o CEO da marca, Jesper Brodin, ao Financial Times.

«É nossa ambição explorar isso», contou o diretor executivo da marca ao jornal inglês, sem acrescentar mais detalhes. Atualmente, a possibilidade de arrendar o mobiliário e de que forma é que esta é viável está a ser estudada no Reino Unido.

O Ikea quer apostar também no digital. Apesar de já ter uma aplicação, a Ikea Place – que permite que os clientes experimentem a colocação das peças nas suas casas através da tecnologia de realidade aumentada -, a marca quer que seja possível fazer compras diretamente a partir da plataforma, existindo a possibilidade de entregar em casa, em todos os países, por «um valor acessível». Assim não precisaria de andar com o saco atrás.

Lojas mais próximas dos centros urbanos

A distância ao centro das cidades é ainda uma situação sobre a qual a marca sueca se quer debruçar. Tendo em conta que, a nível global, é cada vez maior o número de pessoas que prefere viver nas áreas urbanas, o Ikea quer «reivindicar um espaço». Londres, Nova Iorque e Tokyo são algumas das 10 cidades nas quais a marca vai procurar criar pequenas lojas. Atualmente, a empresa sueca já tem uma loja focada na cozinha, em Estocolmo, e outra em armários e colchões, em Madrid.

De acordo com o Dinheiro Vivo, esta estratégia poderá ser implementada em Portugal. Helen Duphorn, retail manager da marca, anunciou, em dezembro, que irão apostar inicialmente em Lisboa e no Porto. No entanto, este é um projeto a longo prazo e não há previsão de abertura de novas lojas no espaço de dois anos.