Das Redes Sociais à Prática: Cinco Formas de Ser Ativamente Feminista

De impulsionar a conversa familiar até fazer voluntariado em prol de uma causa em que acredita. Por: Joana Moreira -- Imagens: © D. R.

Durante anos – séculos – o mundo acreditou que a discriminação de género era o que era: a norma, o correto. Mas a injustiça presente naquela que era a única realidade era evidente para algumas mulheres que lutaram por tentar mudar esses princípios, em busca de um mundo mais igualitário.

Hoje (quase) ninguém tem dúvidas, o mundo é incontestavelmente mais injusto para as mulheres. Esta quinta-feira, no Dia Internacional da Mulher, é tempo não só de celebrar as mulheres, mas também de olhar para a causa feminista e refletir como se pode ter um papel mais ativo.

Porque mais do que partilhar e comentar posts no Facebook – ainda que todos estejamos cá para as frases de empoderamento feminino – importa passar das palavras aos atos. Abaixo, reunimos cinco formas de fazer a diferença.

1. Sair à rua

O Dia Internacional da Mulher é assinalado com iniciativas um pouco por todo o país. A organização 8 de março organiza manifestações em Lisboa e no Porto. A marcha em Lisboa arranca no Rossio, às 17h30, e, no Porto, às 19h, na Praça dos Poveiros. Ainda em Lisboa, o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) assinala a data com uma manifestação no sábado, a partir dos Restauradores, às 14h30.

2. Fazer voluntariado

Se anda sempre a pensar em fazer voluntariado, esta pode ser a brecha de oportunidade para avançar. Escolha uma causa que faça sentido e dedique-lhe uma coisa cada vez mais fundamental: tempo. Há uma série de associações e organismos que recebem pessoas que querem ajudar, como a UMAR, a ILGA ou a APAV.

3. Ter uma atitude política

Ter uma atitude política não implica filiar-se num partido político – mas é uma hipótese a considerar. A uma outra escala, em eleições… vote. Parece simples mas, depois de tanta luta pelo direito das mulheres ao voto, ainda há quem desvalorize este processo de decisão que é a forma legal dos cidadãos expressarem a sua opinião sobre determinado assunto.

4. Estar atenta

Com tudo o que se passa no mundo, nem sempre é fácil estar em cima de todos os acontecimentos. Mas estar atenta, seguir páginas páginas de Facebook, de Instagram, blogues, meios de comunicação, que exploram as temáticas e as causas em que acredita é uma boa forma de se sentir mais envolvida. Read, Like, Share, tudo com uma boa dose de reflexão.

5. Falar, falar, falar

Não chega seguir páginas como a conta de Instagram Femislay – ainda que seja incrível. Também é importante falar – em voz alta, sem medos – sobre feminismo e igualdade com as pessoas que a rodeiam: amigos, família (sim, vale corrigir o tio naquele comentário homofóbico ou racista durante o jantar de Natal), colegas de trabalho ou até estranhos – não faltam grupos de Facebook que discutem estas temáticas ou eventos, como o Festival Feminista, que juntam pessoas à volta de tertúlias sobre estes assuntos tão pertinentes.