NOS Primavera Sound: Oito Músicas Que Queremos Ouvir Ao Vivo

Da delicadeza da voz de Lorde à energia eletrizante de A$AP Rocky. Por: Joana Moreira -- Imagens: © D. R.

A antecipação foi crescendo nas últimas 24 horas. Querer saber quem vai encher o Parque da Cidade, no Porto, embalando os que se deitam no relvado quando o sol ainda está alto ou fazendo tirar os pés do chão dos mais noctívagos até às 4 da manhã, pode ter até tirado o sono a alguns. Mas agora todas as noites voltam a ser tranquilas, pois o cartaz completo do NOS Primavera Sound foi, finalmente, anunciado.

Entre o dia 7 e 9 de junho vão passar pela Invicta nomes como Nick Cave & The Bad Seeds, Lorde ou A$AP Rocky. Mas, e porque na música haverá sempre espaço para mais – mais artistas, mais canções, mais amor -, juntamos aos artistas cujo trabalho conhecemos de trás para a frente outros cuja fama está à beira de rebentar.

Abaixo, reunimos as oito músicas imperdíveis para ouvir no festival portuense.

Sober, Lorde

Há quem lhe chame estrela em ascensão, mas fará o rótulo sentido, sobretudo quando Lorde reúne o consenso da crítica com o seu segundo disco, Melodrama? Deixamos a pergunta no ar, assim como este Sober, um dos temas do novo trabalho que tira qualquer conotação pejorativa associada ao género pop.

L$D, A$AP Rocky

Numa edição em que o peso do hip hop foi mais amplificado do que nunca, o nome A$AP Rocky impõe-se como um dos artistas mais aguardados. Podíamos dizer que queríamos ouvir a Goldie, ou a icónica RAF (queremos dançar ao som de Please don’t touch my Raf), mas o público promete reagir em força a L$D, a track que sintetiza as coisas que importam: Love, Sex, Dreams.

Real Love Baby, Father John Misty

Esteve há pouco tempo no Coliseu de Lisboa, mas isso não impede que o queiramos tornar a ver. O público portuense também merece ouvir a sonoridade de Father John Misty, bem como o álbum Pure Comedy, e ser embalado na melancolia de Ballad of the Dying Man ou na leveza de Real Love Baby, que promete ser o mote para a multiplicação de abraços e carinhos.

Who Dat Boy, Tyler, The Creator

Estava agendado para Barcelona e a expectativa que desse um pulinho à cidade portuguesa era grande. Agora, confirma-se, o rapper norte-americano vai mesmo pisar solo nacional. É a oportunidade de os fãs fazerem as pazes com o artista que, no ano passado, chegou a estar confirmado para o Super Bock Super Rock, mas que acabou por falhar, após ter cancelado toda a tour europeia. Agora, com um novo trabalho para apresentar, promete encher o recinto com temas frescos, frescos, como este Who Dat Boy.

LMK, Kelela

Se nunca ouviu falar de Kelela, pare tudo o que está a fazer, ou aponte, não vá esquecer-se daquela que é uma artista que promete vingar nos próximos anos. A música de Washington D.C. – mas com raízes à Etiópia – chega e traz com ela uma voz pujante de uma artista que entra na cena R&B sem pedir licença. Do seu primeiro álbum, Take Me Apart, destacamos LMK, e citamos: Fall in love everyday.

Fruit, ABRA

Podíamos escolher Fruit, como podíamos escolher Roses. Ambas são bons exemplos do talento e boas vibrações de ABRA. A artista e produtora vive em Atlanta e é uma das jovens promessas da Awful Records. Ao ouvir as melodias sensuais e eletrizantes de ABRA é difícil pensar que passou a infância a ouvir música cristã – mas é verdade. É a prova que não é o berço que nos define. Mal podemos esperar por a ouvir entoar os versos harmoniosos nos jardins do Parque da Cidade.

Pain, The War on Drugs

É um dos cabeças de cartaz e não é para menos. A banda de indie rock da Filadélfia leva já mais de uma década disto, e é já uma referência do rock desta geração. Com Grammys atribuídos e estatuto reconhecido, poucos são os que iriam ao festival sem querer espreitar pelo menos uma música. E se só puder ser uma, que seja esta Pain, que marcou a primeira entrada de The War on Drugs em qualquer tabela da Billboard.

Blue Suede, Vince Staples

É um dos rappers mais falados do momento, e se em Portugal ainda não chegou aos ouvidos do público mainstream, este NOS Primavera Sound pode ser a oportunidade de mudar o jogo. Big Fish Theory é o novo trabalho – apenas o segundo álbum – do artista da Califórnia. Com letras que falam de temas como política ou amor, há um flow que torna este Vince Staples um nome obrigatório nos artistas a descobrir. E Blue Suede pode ser uma boa introdução.