Paula Cadermatori: Uma das Designers de Acessórios do Momento

Entrevistámos a designer conhecida pelo uso de blocos de cor, formas geométricas e padrões fortes. Imagens: © D.R.

Estudou design industrial, para depois responder ao chamamento que ouvia desde sempre: o dos acessórios. Antes de lançar a sua marca própria passou pela Versace numa experiência que diz ter sido “fundamental”. Hoje não há quem não conheça a Paula Cademartori, a etiqueta homónima que lançou em 2010 com raízes italianas e espírito brasileiro.

 

ELLE: Sei que já desenhava sapatos desde pequena. Sempre soube que os acessórios iam ser a sua carreira?

PAULA CADEMARTORI: Sinceramente, sim. A moda e acima de tudo os acessórios foram sempre a minha maior paixão. Ainda me lembro das longas tardes passadas no closet da minha avó, brincando com as suas joias, roupas e, claro, acessórios. Depois esse jogo se transformou num sonho a realizar. Por isso decidi me mudar para Itália, para aumentar o meu conhecimento na área. Quando em 2010, lancei a minha primeira coleção de bolsas, para a primavera-verão 2011, foi um momento da minha vida que nunca esquecerei.

 

Quando criou a marca qual era o seu maior objetivo?

Oferecer um produto novo e único às mulheres. Quase me atrevo a dizer, uma peça de coleção.

 

É italo-brasileira. De que forma é que essas raízes multiculturais influenciam a marca?

As duas se refletem no meu trabalho. O meu lado brasileiro se evidencia na cor, enquanto o meu lado italiano nos materiais e na qualidade artesanal.

 

Designamos sapatos e carteiras como “acessórios”, o que literalmente significa que são extras. Como é que olha para o papel destas peças na moda?

São os acessórios que, na minha opinião, complementam o look, mas nunca de uma forma secundária. O acessório certo é aquele que consegue fazer a diferença, que fala por nós e que diz quem somos.

 

Porque é que nos são tão indispensáveis?

Porque nos representam e é com eles que nos distingui- mos. Costumo dizer “Me diz que sapato ou bolsa usas e te direi quem és”.

 

O que é que a inspira?

Tudo o que me transmite uma emoção. Pode ser um lme, uma canção, uma fotogra a, uma pintura… Acredito que podemos retirar inspiração de tudo. Mas na base das minhas coleções está também a pesquisa. De estilo, mas também de mercado, para entender aquilo que as pessoas querem e ainda sentem falta.

 

Que sonho é que ainda lhe falta cumprir?

Conquistar o mundo! Ainda tenho muitos sonhos para realizar. Atualmente, depois da entrada no grupo OTB (um grupo italiano do qual fazem parte marcas como a Diesel ou Marni), estamos a reestrtuturar a companhia e os vários departamentos. Por isso entre os próximos objetivos está a consolidação comercial e novos investimentos como o e-commerce ou a abertura de uma loja própria.

 

 

Este artigo foi orginalmente publicado na ELLE de Novembro de 2017.