O Discurso de Empoderamento de Gal Gadot Nos Critics’ Choice Awards

A atriz falou sobre igualdade e a importância de desempenhar o papel de Wonder Woman. Por: Joana Moreira -- Imagem: © D. R.

O impacto de Wonder Woman continua a ressentir-se em Hollywood. Prova disso é que ontem à noite, durante os Critics’ Choice Awards, Gal Gadot brindou a audiência com um discurso de empoderamento que reflete a importância de representar mulheres reais.

A atriz recebeu o prémio #SeeHer, pela mão da realizadora Patty Jenkins, e usou o filme como mote e inspiração para uma discussão que vai além de Wonder Woman.

Leia, abaixo, o discurso na íntegra:

«Ao longo da minha carreira, pediram-me sempre que descrevesse o meu papel de sonho. E era claro para mim que eu queria interpretar uma mulher forte e independente – uma mulher real. A ironia em tudo isto é que, mais tarde, fui escolhida para ser Wonder Woman, e todas estas qualidades que eu procurava encontrei nela. Ela tem um coração gigante, força, compaixão e capacidade de perdoar. Ela vê o que está errado e deve ser tornado correto; ela age quando toda a gente à sua volta está absorta. Ela comanda a atenção do mundo. E ao fazê-lo, ela dá um exemplo positivo para a humanidade.

Wonder Woman também se debate com o amor-próprio e expectativas, fica confusa, insegura, e não é perfeita. E é isso que a torna real. Queríamos ser universais, ser uma inspiração para todas as pessoas à volta do globo, e o nosso plano era garantir que não dávamos demasiada atenção ao facto de ela ser uma mulher.

Todo o processo de criar este filme inspirou-me, e espero que com ele tenhamos conseguir inspirar outros. Quando eu comecei a representar, havia muito poucos filmes protagonizados por mulheres, e ainda menos realizadoras mulheres. Este ano, três dos filmes mais rentáveis são encabeçados por uma mulher, e um deles foi realizado pela minha maravilhosa Patty Jenkins. Há ainda oito outros filmes no top 100 que foram realizados por mulheres. Mas apesar deste progresso, ainda há um longo caminho a percorrer.

A Patty acabou de partilhar comigo uma anedota. Ela disse-me que alguém lhe disse que este menino de três anos viu o filme, e quando o filme acabou ele disse, «Quando for grande, quero ser uma mulher!». Por isso, enquanto artistas, enquanto cineastas, eu acredito que o nosso trabalho é não só entreter, mas é nosso dever inspirar e educar com amor e respeito.

Nas últimas semanas e meses, temos assistido a um movimento na nossa indústria e sociedade, e quero partilhar este prémio com todas as mulheres e homens que apoiam o que está certo: apoiar aqueles que não conseguem falar por eles mesmos. A minha promessa e compromisso para todos vocês é que nunca vou ser silenciada e vamos continuar: juntos para avançar, unidos pela igualdade.»